sexta-feira, 16 de setembro de 2016

“DIREITA” E “ESQUERDA”; VÁRIAS CABEÇAS DE UMA HIDRA.


“DIREITA” E “ESQUERDA”; VÁRIAS CABEÇAS DE UMA HIDRA.

         Para nós verdadeiros Nacionalistas é habitual sermos atacados com toda sorte de adjetivos. Um dos mais comuns é o rótulo de “extremistas” de “direita”. Em defesa, se faz necessário alguns esclarecimentos sobre o que são realmente “direita” e “esquerda”, em sua gênese e o porquê desta associação e seus reflexos no homem moderno.
Considerando a UNAC uma organização de terceira via independente, sendo uma frente no trabalho nacionalista, não portando qualquer ideologia dita de “esquerda” ou de “direita” estabelecidos pelos métodos de engenharia social de nossos dias que a todo instante gera fenômenos culturais e sociais no controle das mentalidades. Entendemos que capitalismo, neoliberalismo, socialismo, comunismo e outras variantes representam apenas várias cabeças de uma única Hidra e de um mesmo mal; o materialismo grosseiro e dissolvente que reduz o Homem a mero instrumento econômico, sem alma e sem personalidade. “Direita” e “esquerda” na atual conjuntura política representam apenas uma direção; a ausência de qualquer ideologia que não seja a política de privilégios, astúcia e fraude praticadas por seus agentes, sejam; políticos, partidos, diversas corporações e algumas ONG’S.
O Hercúleo Nacionalismo é isento destes direcionamentos, pois defende os princípios básicos da civilização ocidental. Considerando obrigação fisiológica das Nações, a defesa de suas particularidades como princípio identidário. E não somente estes fatores, mas igualmente o destino da civilização em sua decadência que é uma das grandes preocupações.  E como esses princípios fundamentam todos ou quase todos os chamados movimento de “direita”, obrigatoriamente com eles se converge, de maneira deturpada, o Nacionalismo em diversos pontos. Os ignorantes em questões filosóficas e sociais ou, em maior número, os de má fé, poderão confundi-los. Os que os estudam e conhecem sabem que há diferenças essenciais no modo de considerar as questões, as quais se refletem, na prática, no modo de resolvê-las.
Primeiramente, resolvem atacar não se opondo diretamente, fomentam através dos meios de comunicação e sofismas “acadêmicos” apenas as suas versões deturpadas, alterando verdadeiros conceitos que poderiam inspirar alguma mudança tornando-os completamente debilitados. Desta forma, é reduzida ou anulada qualquer influência que leve a ação heróica e altruísta em relação aos assuntos da Pátria.  Transformando o cidadão num mero expectador insensível, amortecido e profundo desconhecedor de idéias e doutrinas que o despertem. Infelizmente, esta tática vem obtendo triunfo, uma vez que, a esmagadora maioria das pessoas vive hoje sem qualquer referência moral ou ideologia que não seja os interesses particulares e o vil metal. Fato inteiramente contrário à raiz do termo “cidadão”, que é caracterizado pela participação deste nas decisões políticas e não somente a participação pela expressão do voto estabelecido pelo sufrágio universal; irresponsável e manipulado por diversos meios como o descrédito em relação a outros sistemas de organização e representação do Estado.
 Assim, nesta deturpação de conceitos e tudo que se relaciona a qualquer definição daquilo que resolvem atacar, trabalham numa verdadeira ação de contrapropaganda, resolvendo “redefinir” conceitos alterando completamente o seu verdadeiro sentido. Como no caso da direita e esquerda, que em sua origem eram definidas com base no lugar ocupado respectivamente no parlamento por parte dos partidos opostos, como no exemplo da Inglaterra de tempos atrás. Assim em sua gênese, as atuais definições de “direita” e “esquerda” não têm qualquer sentido. Pois, no conceito original, representavam a mesma coisa apenas diferenciando-se por questões funcionais e não idéias e posturas que afetassem a estrutura do sistema, como a ditadura do proletariado e a anarquia da democracia liberal. Desta maneira, a lealdade e a fidelidade ao sistema eram a mesma divergindo apenas em sua operacionalidade.  
Somando-se a esta gênese, segundo Julius Evola: “Ser de Direita significa, além de estar contra a democracia e contra as mitologias socialistas, defender os valores da Tradição como valores espirituais e guerreiros (...) Significa, além disso, alimentar um certo desprezo face ao intelectualismo e em relação ao fetichismo burguês do homem culto”.
Além disso, ser de direita é ser portador das clássicas virtudes antiburguesas que são o heroísmo, a energia em alerta permanente traduzida numa virilidade espiritual, senso do dever e do sacrifício, espírito de camaradagem, solidariedade nas idéias afins e a aceitação da primazia da coletividade sobre os indivíduos que a compõem.
Nos dias de hoje observamos exatamente o contrário: “direita” e “esquerda” são homogenias no esfacelamento do Estado.  E sendo homogenias na destruição do Estado, acabam realizando o contrário de seu conceito original. Ambas não são leais a este, defendem o interesse de indivíduos e grupos em detrimento ao bem da maioria, positivando cotas raciais, manifestações em favor das drogas, marcha contra os bons costumes, como a marcha do “orgulho” gay, fomentando a libidinagem, a degradação moral e verdadeiros ataques à família e a religião da maioria dos brasileiros. Tudo isto com a desculpa de prerrogativas democráticas, como a “liberdade” de expressão. Em verdade, o eu foi reduzido a sua mínima expressão. Prerrogativa estabelecida pela democracia positivada como o sistema mais justo de governo pelos algozes do verdadeiro Estado. Tornando-se um dos maiores exemplos de ineficácia como direcionador das constituições democráticas dos diversos países. Haja vista, que em todos estes há casos de nepotismo, plutocracia e corrupção nos mais variados níveis, uns em maior grau que outros. Casos que vêm se tornado comum, senão corriqueiros, dado ao progressivo grau de desenvolvimento e sofisticação dos meios de utilização da máquina estatal para se perpetuarem no poder, fatores diametralmente opostos a sensibilidade, motivação e espírito de sacrifício que deveriam ser alcançados pelas Nações.
Além das alianças cada vez mais costumeiras realizadas entre partidos destas vertentes, com campanhas caríssimas em época de eleição, temos as práticas de utilização de meios e instrumentos públicos para a chegada e a manutenção do poder. Demonstrando claramente a farsa da democracia e a ilegitimidade de seus meios. A esquerda, com a emergência de líderes carismáticos e de uma expoente personalidade encaminhadas ao poder por fenômenos de mídia e mobilização de massa pela TV. A direita, por sua vez, das suas constantes reformas e adequações aumentando a influência de seus agentes sobre os bens públicos, tais como; estatais, exercícios de concessões e autorizações em atividades públicas. Até a exagerada dispersão de poder e responsabilidades característicos dos governos neoliberais, que acabam favorecendo seus representantes em transações envolvendo favores públicos em troca de privilégios particulares.  
Estas duas vertentes realizam os mesmos discursos e são inertes em diversas questões: populismo, multipartidarismo, mundo globalizado, metas econômicas, privatizações, bolsa auxílio isso e aquilo, desestímulo a uma educação de qualidade e o fomento do hedonismo, impunidade generalizada, falta saúde e sobra cartel dos planos de saúde particulares, indústria da multa, prática do aborto, esterilizações e etc. Estes são apenas aspectos periféricos resultados de uma sincronia minuciosa com os ditames de um governo mundial, orquestrado por banqueiros, associações e corporações de todos os tipos com os mais diversos interesses. Em verdade, são as mesmas concepções as atuais “tendências”, que de nova não tem nada, apenas repetidas cabeças com novas aparências.
Assim, falsificando mais uma vez os conceitos, é tradição da “esquerda” e da “direita” liberal e de suas variantes; industrial, conservadora, centro direita, ou melhor, desta Hidra, pôr o sentimento Nacionalista e toda a sua fisiologia na mesma categoria de xenofobia, preconceito e intolerância.  Resolvendo criar uma suposta “similaridade” com o intuito de uniformizar qualquer elemento contrário, ou ação contrária, aos seus projetos; seja a ditadura do proletariado ou a anarquia da direita liberal. Desta forma, acabam com várias frentes usando apenas um termo: “extremistas!” ou até mesmo “fascistas”. O objetivo final é minar qualquer ação orientada pelo Sentimento Nacionalista.
Já os reflexos da “Direita” e “Esquerda” na mentalidade do homem moderno, fazem brotar concepções materialistas da própria existência. Sendo esta concepção da vida a Hidra principal e o nascedouro de todas as outras. E aceitando esta condição, o homem moderno acaba sendo vítima do desequilíbrio. Tornando o seu meio hostil e angustiante em relação às todas as problemáticas da vida. Acabando por negar a sua força interior de criação e superação, de autocontrole e disciplina, anulando o sentimento do belo e do justo em todas as suas expressões e realizações. É a insensibilidade naquilo que é nobre e altruísta. Reduzindo todas as percepções ao imediatismo de nossos dias e mudando concepções temporais; o tempo acabou se tornando sinônimo de ganho financeiro, onde tudo é forçado a ser rápido e abreviado, é a tal “correria”. A superficialidade e o artificial se conjugaram perfeitamente no cotidiano de todos, onde a busca pelo reconhecimento profissional, o cumprimento de metas e a frieza dos números um objetivo. Obter nome, fama, status social é o fim da vida. Nada mais importa!
O homem moderno não pensa, não reflete e não age. Tem tempo para tudo, menos para as causas nobres! Não usa o tempo para o seu melhoramento na prática diária da reflexão, pois, não sabe dizer não! Aceitando tudo aquilo que de alguma forma lhe traga benefício financeiro ou prazer sensual. Assim, destruiu qualquer perspectiva de idealismo superior em relação ao seu meio, onde este passou a ser visto com melancolia e com tendência à fuga para o oriente ao retorno às tribos nas selvas e cavernas. O oriente passou a ser visto com perfeição no que tange a práticas de meditação e filosofia, organizados por seitas, algumas instituições religiosas, lojas e etc. Não respeitando a idéia de perfeição feita por cada cultura em seu contexto histórico e social. Ou seja, a tradição oriental é importante para o oriente. Alijando, desta forma, os mitos e os símbolos guerreiros e suas representações épicas e heróicas tradicionalmente ocidentais e com elas a extrema importância das tradições greco-romanas e das civilizações que surgiram através da história européia e americana. E tendo como conseqüência o afastamento de práticas costumeiramente aristocráticas em relação ao meio. Transformando o modo de vida selvagem em sinônimo de “perfeição”. É a consumação das formas inferiores de pensamento e a formalização do mundo dos instintos, onde o feio, o monstruoso e a perversão tornaram o padrão; vício pelo álcool, drogas, sexo indiscriminado e outros. Pois, não encontramos mais qualquer incentivo à virtude e à luta; extinguiu-se a combatividade natural do homem e com ela a sua virilidade espiritual. Por outro lado, pensamentos refinados e originários da reflexão e análises, posturas formais, viris e ritualistas passaram a ser vistas como anacrônicas. Prevalecendo a informalidade, a postura efeminada, a banalidade e a vulgaridade em todas as manifestações culturais, como resultado do modo de pensar chegando ao trato pessoal.
Contrariando esta mentalidade e seus reflexos, todos os movimentos verdadeiramente nacionalistas participam de uma mesma genealogia: uma revolta contra a liberal democracia e a sociedade burguesa, uma recusa absoluta em aceitar as conclusões inerentes à visão do mundo, a explicação dos fenômenos sociais e de relações humanas de todos os sistemas de pensamento ditos “materialistas”, como o materialismo histórico de Marx até as teorias niilistas das Escolas dos Annales em França e a de Frankfurt na Alemanha. O sentimento nacionalista surge como uma reação aos estados enfermos em que se encontram as Nações. Considerando inegáveis inimigos as ditas “direitas” e “esquerdas” e seus métodos de construção da mentalidade pela mídia e a atual literatura de nossos tempos, que vem solapando os Estados com todos os tipos de crises; da crise moral do Homem à crise da economia minada pelas práticas liberais e materialistas.

Portanto, a boa luta, ou a luta final será contra a Hidra de várias cabeças. Luta que só será possível, portanto no coração o Hercúleo Nacionalismo. Pois este é o único sentimento com potencial de gerar um compromisso com os destinos da Pátria, e tendo como reflexo a ação resultante da revolução interior praticada pelo homem. Assim, tornando-se uma revolução abrangente e um sentimento de solidariedade ideológica universal, pois a questão é a sobrevivência da Civilização ocidental, coadunadas com as diversas Nações vítimas do espírito burguês e das concepções marxista de uma “esquerda”, cada vez mais dissimulada ao assumir discursos supostamente de “direita”. E assim se revezando no poder em diversos Estados. com o objetivo final de estabelecer o fim dos Estados Nacionais formalizando uma aldeia global, uma horizontalidade chapada, misturada, massificada e sem alma.  Perfeita para ser conduzida aos shoppings centers, aos “Mac” alguma coisa, ao mundo fantasia das redes “sociais” da internet, a não diferenciação dos sexos, ao cartão de crédito, ao voto irresponsável do sufrágio universal e a ditadura do pensamento único.

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